O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do Norte de África, concentrada as bordas do rio Nilo. Mesmo se instalando em regiões quentes no continente Africano o povo egpicio conseguiu contruir um enorme e milenar império.

- Rio Nilo- que fornecia água necessária para a vida e a agricultura.
- Solos férteis- Aonde se podia construir e viver por centenas de anos.

O sucesso da antiga civilização egípcia deve-se em parte à sua capacidade de se adaptar às condições do Vale do Nilo. A inundação previsível e a irrigação controlada do vale fértil produziam colheitas excedentárias, o que alimentou o desenvolvimento social e cultural. Com recursos excedentários, o governo patrocinou a exploração mineral do vale e nas regiões do deserto ao redor, o desenvolvimento inicial de um sistema de escrita independente, a organização de construções coletivas e projetos de agricultura, o comércio com regiões vizinhas, e campanhas militares para derrotar os inimigos estrangeiros e afirmar o domínio egípcio. Motivar e organizar estas atividades foi uma tarefa burocrática dos escribas de elite, dos líderes religiosos, e dos administradores sob o controle de um faraó que garantiu a cooperação e a unidade do povo egípcio, no âmbito de um elaborado sistema de crenças religiosas

As muitas realizações dos antigos egípcios incluem o desenvolvimento de técnicas de extração mineira, topografia e construção que permitiram a edificação de monumentais pirâmides, templos e obeliscos; um sistema de matemática, um sistema prático e eficaz de medicina, sistemas de irrigação e técnicas de produção agrícola, os primeiros navios conhecidos,9 faiança e tecnologia com vidro, novas formas de literatura e o mais antigo tratado de paz conhecido, o chamado Tratado de Kadesh.10 O Egito deixou um legado duradouro. Sua arte e arquitetura foram amplamente copiadas e suas antiguidades levadas para os mais diversos cantos do mundo. Suas ruínas monumentais inspiraram a imaginação dos viajantes e escritores ao longo de séculos.

A Política Egipcia

Com o crescimento da população e do aprimoramento da agricultura, foi possível o surgimento de cidades. Nelas, começa a ter o aperfeiçoamento das técnicas agrícolas, e para unir forças para as construções hidráulicas foi necessária a reunião de vários nomos, dando origem a dois reinados: Alto Egito, ao sul do Nilo; e o Baixo Egito, ao norte.

Mas em 3200 a.C., Menés, rei do Alto Egito impôs a unificação dos dois reinados e tornou-se o primeiro faraó comandando 42 nomos. Com isso os nomos se tornaram representantes do poder central nos nomos, em nossos dias poderiam ser considerados como prefeitos ou governadores.

A vida política dessa civilização é dividida em:

Período pré-dinástico: abrange o início das primeiras comunidades até a primeira dinastia dos faraós.

Período dinástico: são as fases principais da política egípcia, o Antigo Império, Médio Império e Alto império. Foi nesse período que ocorreu a construção das pirâmides, o crescimento territorial e econômico além de sua expansão militar.

Antigo Egito (3200 a.C.-2300 a.C.)

Depois da união estabelecida por Menés, a capital do Egito passou a ser a cidade de Tinis, e depois foi mudada para Mênfis, hoje Cairo. Com o começo desses novos tempos, o Egito começa a se tornar o que conhecemos hoje, um pais com muitas pirâmides, estatuas, templos, tumulos e mumias milenares.

A primeira pirâmide do Egito Antigo é a "Pirâmide de Saqqara", que foi desenhada e projetada pelo arquiteto Imhotep para seu faraó "Djoser". Imhotep imaginou esta pirâmide como a ascensão do rei rumo ao deus Sol. Enquanto o rei subia os degraus que iam aumentando de altura, o deus Sol ficava cada vez mais próximo do rei em sua partida para o outro mundo. Era como se a alma do rei quando partisse deste mundo, subisse os degraus rumo ao encontro com o deus Sol e chegasse plenamente ao Além. Essa estrutura também foi utilizada para representar o Estado egípcio, onde a classe mais baixa ficava nos primeiros degraus e conforme o poder aquisitivo da pessoa era maior, o degrau a ela identificado era de maior altura. (Segue imagem abaixo)



Os faraós tinham poderes políticos, militares, religiosos e administrativos. A maior parte da população trabalhava na agricultura, mas também era convocada para os trabalhos nas obras arquitetônicas e hidráulicas. Como exemplo: as pirâmides, os túmulos dos faraós e suas famílias. Destacando-se os faraós: Quéops, Quéfren e Miquerinos, ambos da IV dinastia que fizeram as pirâmides de Gizé. Também a pirâmide de Quéops tem mais de 60mil quadrados e tem mais de seis milhões de toneladas de pedras, tendo 145 metros de altura. A duração de sua construção foi de quase 20 anos, com um recrutamento de 100 mil homens em rodízio de três meses.

Por volta de 2300 a.C. as revoltas lideradas pelos nomarcas começam a surgir e isso vai enfraquecendo a autoridade do império central e ao mesmo tempo fortalecendo o poder dos monarcas, tendo assim a descentralização do poder central, conhecido como período feudal egípcio. Mas com tantos comandantes, as lutas aumentaram e isso afetou a produção que ficou desorganizada. E a sociedade viveu um período de guerra civil.

Médio Império (2000 a.C.- 1580 a.C.)

Os representantes nobres conseguiram acabar com as revoltas. A capital foi transferida para Tebas e os novos faraós abriram um novo período de propriedade colocando a sociedade em vassalagem geral. nesta fase o Egito consegue atingir a estabilidade política e econômica. Há também o florescimento artístico, onde ocorre a expansão do território. Como a conquista da Núbia, que era rica em ouro. Mas com os levantes dos nobres que queriam maior autonomia junto com as rebeliões camponesas que viviam na pobreza, o poder central mais uma vez foi abalado. Para piorar a situação, as invasões estrangeiras estavam fazendo muitos estragos, principalmente oshicsos(asiáticos) estes tinham vantagem militar sobre os egípcios, por isso não foi difícil dominá-los. Eles dominaram a região norte e estabeleceram a capital em Ávaris.

Novo Império (1580 a.C.- 525 a.C.)

Depois da dominação pelos hicsos, a nobreza tebana conseguiu unir forças e restaurar a unidade política do Egito e expulsar os invasores. Foram liderados por Amósis I. Esse novo império tratou de ampliar e fortalecer suas fronteiras, com destaques alguns faraós:

Hatchepsut- Foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade econômica e relativo clima de paz. Também foi o primeiro faraó a mudar as tradições egipicias, ela constriu o seu tumulo escondido no "Vale dos Reis", quebrando a tradição das pirâmides, porque na época havia muito furto de tumulos dos faraós.

Tutmés III - Este teve a maior expansão territorial, com isso tornou-se o primeiro império mundial. Tinha uma grande força militar, com infantaria, bem equipada, além de cavalaria e carros.

Amenófis IV (Aquenáton)- Ele provocou uma revolução religiosa e por isso ficou conhecido como “rei herético”, pois tentou por fim ao culto a diversos deuses. Porque para ele isso era ultrapassado e conservador além dos sacerdotes terem amplos poderes, que ameaçavam a autoridade do governo. Por isso ele estabeleceu o culto a Aton( círculo solar) e com isso confiscou os bens dos sacerdotes e excluiu os demais deuses. mas como Amenófis não teve herdeiro masculino, era apenas uma questão de tempo para o poder retornar aos sacerdotes.

Ramsés II (O Grande)- Ele foi uns dos principais faraós que governaram o Egito Antigo, ele constriui monumentos milenares, acabou com confrontos, construiu o templo de " Abu Simbel", teve mais de 100 filhos e ainda governou por mais de 60 anos, trazendo paz e prosperidade para o Egito.

Ramsés III - Foi o segundo faraó da XX dinastia egípcia, e é considerado como o último grande faraó do Império Novo a exercer uma grande autoridade sobre o Egito. Ele era filho do faraó Setnakht com a rainha Tiy-merenese e neto de Ramsés II. O reinado de Ramsés III durou, aproximadamente, de 1194 – 1163 a.C., 31 anos. Ele foi assassinado a mando da própria esposa com um corte na garganta.

Nefertiti - (c. 1380 - 1345 a.C.) Foi uma rainha da XVIII dinastia do Antigo Egito, esposa principal do faraó Amenófis IV, mais conhecido como Aquenáton. Sua história ainda deixa muitos mistérios, por ser uma rainha que sumiu da história em um piscar de olhos, sendo que depois surgiu um faráo chamado "Semencaré", que muito Egipitólogos acreditam ser Nefertiti.



Tutancâmon - Também conhecido pela grafia Tutankhamon (m. 1 327 ou 1 323 a.C.), foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência.Era filho e genro de Aquenáton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 8 anos, provavelmente com sua meia-irmã, Anchesenamon. Assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu em 1 327 a.C., aos dezoito anos, sem herdeiros - com apenas nove anos de trono - "o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia egípcia".

Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egito de 3 400 anos atrás.

Cleopatra - Foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu, general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. Cleópatra foi uma grande negociante, estrategista militar, falava seis idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas. Como ela morreu é um mistério, o que sabemos é que ela cometeu suícidio.

Alexandre, O Grande e o Egito Antigo- A cultura do Antigo Egito impressionou Alexandre desde os primeiros dias de sua estadia naquele país. Os grandes vestígios que ele via por toda parte lhe cativaram até o ponto que ele quis "faraonizar-se" como aqueles reis quase míticos. A História da Arte nos tem deixado testemunhos destes feitos e apetências. Em Karnak existe um relevo onde se vê Alexandre fazendo as oferendas ao deus Amon.

Alexandre é uns dos personagens mais mistérios do Egito Antigo, do fato de que seu corpo e sua tumba nunca foram encontrados. Sabemos que Alexandre se tornou faraó e foi mumificado, mais não temos registros sobre esses eventos.
Curiosidades sobre ele: 1.Fundou a cidade Alexandria, no norte do Egito. 2. Teve um caso romântico com a faráo Cleopatra. 3. Era grego e foi aceitado como faráo e Deus no Egito Antigo.

No novo império além de conquistas militares, as manifestações culturais se desenvolveram principalmente a religiosa. Isto é evidenciado nos templos dedicados aos vários deuses. Muitos dos quais tiveram o início de suas construções no médio império.

Vale dos Reis

É um vale no Egito onde, por um período de quase 500 anos entre os séculos XVI-XI a.C., tumbas foram construídas para os faraós e poderosos nobres do Império Novo (da XVIII até a XX dinastia do Antigo Egito).

O vale se localiza na margem oeste do Rio Nilo, oposto a Tebas (atual Luxor), no centro da Necrópole de Tebas.
Sabe-se que o vale possui 63 tumbas e câmaras com diversos tamanhos. Egipitológos e Historiadores acreditam que ainda existe muitas tumbas a serem descobertas.

Necrópole Real- O nome oficial do local nos tempos antigos era A Grande e Majestosa Necrópole dos Milhões de Anos do Faraó, Vida, Força e Saúde a Oeste de Tebas, ou mais comumente, Ta-sekhet-ma'at, ou "O Grande Campo".

Arquitetura do Antigo Egito

Arquitetura do Egito Antigo trata da arquitetura realizada, no período entre 4.000 a.C. e 30 a.C. Os egípcios demonstram nas suas manifestações artísticas uma profunda religiosidade, dando um caráter monumental aos templos e às construções mortuárias, notabilizando-se entre elas as pirâmides, construídas de pedra, quando todas as comunidades ao longo do rio Nilo são unificadas em um único Império (cerca de 3.200 a.C.).

A primeira pirâmide, "pirâmide de degraus", é construída pelo arquiteto Imhotep, como tumba de Djoser, fundador da III dinastia, em Saqqarah. A chamada pirâmide de degraus não passa, na realidade, de uma construção constituída de túmulos primitivos (mastabas), cujas formas se assemelhavam a um tronco de pirâmide, que continuaram a ser construídas para tumbas de nobres e outros grandes funcionários do Estado. As pirâmides mais conhecidas são Quéops, Quéfren e Miquerinos, da IV dinastia, já com a forma geométrica que conhecemos, apontadas pelo poeta grego Antípatro no século II a.C. como uma das sete maravilhas do mundo antigo.E no egito também era muito usava vasos para colocar os orgãos.

Os templos são características das monarquias média e recente. Apresentam forma tripartida: pátio colunado, salas hipostilas e santuários. Podem ser aparentes, semi-enterrados (hemispasmos) ou no subterrâneos (spéus). As pirâmides, monumentos funerários do Antigo Império, foram erguidas como símbolos da suma divindade do Nilo - o deus-sol. Têm função de túmulos (mastabas). a agricultura é importante para o amsterdão Os fatores geográficos para essas construções eram essenciais, no entanto, para a garantia da vida após a morte do faraó e pessoas importantes do reino. A localização privilegiada no vale do rio Nilo, com terras altamente férteis, devido às cheias anuais do rio, cercado por desertos e montanhas de pedra, também colaboraram para o recolhimento e lapidação das pedras das pirâmides. Dos palácios e residências pouco se sabe pois pouco restou (foram construídos com tijolos crus). A arquitetura egípcia utilizou grandes blocos de pedra na construção dos templos e pirâmides, e adobes (tijolos crus de argila e palha) e troncos de palmeira na arquitetura civil.

Decadêndia do Egito

Depois do século XII a.C., o Egito sofre várias e sucessivas invasões. Por exemplo, foram conquistados pelos assírios, por 8 anos. Depois de se libertarem deles, o Egito teve uma fase de auge, onde houve recuperação econômica e cultural, chamada de renascença saíta por ter sido impulsionada pelos nobres de Sais. Mas não durou muito tempo, em 525 a.C. os persas conquistam o Egito e quase duzentos anos a frente, os macedônios, sob o comando de Alexandre derrotam os persas. E em 30 a.C., o Egito cai nas mãos dos romanos.

Sociedade

Havia diferentes camadas sociais, organizadas em castas hereditárias. Podemos representar em uma pirâmide, veja:

Dominantes • Faraó e família- este ficava acima de todos, por isso ocupa o topo da pirâmide.

• Sacerdotes- senhores das crenças e dos cultos, presidiam as cerimônias e administravam o patrimônio dos templos, além de desfrutar da riqueza que vinha das ofertas do povo.

• Escribas- trabalhavam na administração. Sabiam ler, contar e escrever. Serviam também como fiscais, e organizadores de leis

Dominados

• Artesãos- trabalham na cidade em várias funções desde barbeiros até tecelões, ceramistas. Também trabalhavam na construção de templos. Viviam na pobreza.

• Felás- camponeses, a maioria da população, viviam em miséria,

• Escravos- presos de guerra. Trabalhavam em serviço pesado. embora vivessem em condições precárias ainda tinham alguns direitos civis, como casar com alguém livres ter bens e outros.

Economia

• Agricultura: cultivo de trigo, linho e papiro.

• Criação de animais: criação de bois, carneiros, cabras aves. Depois da invasão dos hicsos, teve a criação de cavalos.

• Comércio exterior: exportação de trigo, linho e cerâmicas para a Fenícia, Creta e Palestina e importação de marfim e peles de animais.

Cultura e Religião

A grande influência que a cultura egípcia recebeu foi na religião.Eles eram politeístas e suas cerimônias eram patrocinadas pelo estado e também realizadas pelo povo. No culto patrocinado pelo estado, o destaque era para o deus AMON-RÁ (união do deus sol e deus protetor de tebas).

Já no culto popular, a devoção maior era para OSÍRIS (deus da vegetação, e dos mortos), ÍSIS (deusa irmã e esposa de Osíris)e HÓRUS ( filho de Ísis e Osíris). Por acreditarem na imortalidade da alma, eles preservavam o corpo dos mortos por meio da mumificação. Junto com o corpo, colocavam-se alimentos, roupas jóias e um exemplar do Livro dos Mortos, para serem usados na vida após a morte.

• A arquitetura do Antigo Egito inclui algumas das estruturas mais famosas do mundo: as Grandes Pirâmides e estátuas de Gizé e os templos em Tebas.

Vários projetos foram organizados, construídos e financiados pelo Estado para fins religiosos e comemorativos, mas também para reforçar o poder do faraó. Os antigos egípcios eram construtores qualificados, usando ferramentas simples mas eficazes e instrumentos de observação, podendo os arquitetos egípcios construir grandes estruturas de pedra com exatidão e precisão para durarem milhares e milhares de anos.

Na ciência, os egípcios se destacaram por desenvolver o saber científico:

• Química: manipulação de diversas substâncias para a fabricação de remédios.

• Matemática: ocorre o desenvolvimento da álgebra e geometria, devido, as transações comerciais, exigindo assim a padronização de pesos e medidas.

• Astronomia: por usarem as estrelas para a navegação e atividades agrícolas, fizeram mapas do céu, agrupando e enumerando as estrelas.

• Medicina: A mumificação egípcia é a mais elaborada e complexa de todas já realizadas, os egipicios tinham um enorme conhecimento de medicina e aplicavam tudo o que sabiam em seus faraós. Fazendo com que a tão esperava vida após a morte se tornasse realidade. Uma mumia egipicia segundo historiadores pode durar até 10.000 anos.


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