Guerra Revolucionária Americana (1775–1783)

Antes da Independência, os Estados Unidos era formado por treze colônias controladas pela Inglaterra.

A Guerra de Independência dos Estados Unidos teve início como uma guerra entre o Reino da Grã-Bretanha e as Treze Colónias mas, de forma gradual, cresceu para uma guerra mundial entre os britânicos de um lado, e os recém-formados Estados Unidos, França, Países Baixos, Espanha, e o Reino de Mysore do outro. O resultado principal do conflito foi a vitória americana e o reconhecimento europeu da independência dos Estados Unidos, com diferentes resultados para as outras potências.

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:

- As Colônias do Norte ou Nova Inglaterra:

Região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características: mão de obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.

Ela era formada pelas seguintes colônias:
Província de New Hampishire mais tarde o estado de New Hampshire
Província da Baía de Massachusetts mais tarde os estados de Massachusetts e Maine
Colônia de Rhode Island mais tarde o estado de Rhode Island
Colônia de Connecticut mais tarde o estado de Connecticut

- As Colônias Centrais

Ela era formada pelas seguintes colônias:
Província de Nova Iorque mais tarde os estados de Nova Iorque e Vermont
Província de Nova Jérsei mais tarde o estado de Nova Jérsei
Província de Pensilvânia mais tarde o estado de Pensilvânia
Colônias de Delaware mais tarde o estado de Delaware

- As Colônias do Sul

Colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão de obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

Ela era formada pelas seguintes colônias:
Província de Maryland mais tarde o estado de Maryland
Colônia de Domínio da Virgínia mais tarde os estados de Virgínia, Kentucky e Virgínia do Oeste
Província da Carolina do Norte mais tarde os estados de Carolina do Norte e Tennessee
Província da Carolina do Sul mais tarde o estado de Carolina do Sul
Província da Geórgia mais tarde o estado de Geórgia

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.

Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).

Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis conhecidas como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra.

Declaração da Independência dos Estados Unidos

Foi o documento no qual, as Treze Colônias na América do Norte declararam sua independência da Grã-Bretanha bem como justificativas para o ato. Foi ratificada no Congresso Continental em 4 de julho de 1776, considerado o dia da independência dos Estados Unidos. Até ao momento da Declaração de Independência, que foi constituida em Julho de 1776, as Treze Colônias e Grã-Bretanha estavam em guerra há mais de um ano.

A guerra tinha mergulhado o governo britânico profundo em dívida, e assim o Parlamento aprovou uma série de medidas para aumentar a receita fiscal das colônias. Por sua vez, o parlamento acreditava que esses atos, como a Lei do Selo de 1765 e as Tarifas Townshend de 1767, eram um meio legítimo de ter as colônias pagar a sua parte justa dos custos para manter as colônias no Império Britânico.

             


Fim da Guerra

Nos últimos anos da guerra, a maior parte dos combates se deu no sul dos Estados Unidos. Em 1780, os britânicos, sob o comando do general Charles Cornwallis, venceram algumas batalhas na Carolina do Sul. Porém, no ano seguinte, as forças americanas e francesas encurralaram Cornwallis em Yorktown, na Virgínia. Cornwallis se rendeu em 19 de outubro de 1781. A guerra chegara ao fim.

A vitória americana convenceu a França a entrar na guerra, equilibrando as forças nos dois lados. A Espanha e os Países Baixos – aliados de França – também entraram em guerra aberta com os britânicos, nos quatro anos seguintes, ameaçando invadir a Grã-Bretanha e testando a força militar britânica com campanhas na Europa, Ásia e Caraíbas.

O envolvimento espanhol resultou na expulsão dos exércitos britânicos da Flórida, e no controlo do flanco sul americano. A vitória naval britânica na Batalha de Saintes frustrou um plano francês e espanhol de expulsar os britânicos das Caraíbas, e os preparativos para uma segunda tentativa foram bloqueadas pela declaração de paz. O longo cerco franco-espanhol dos britânicos em Gibraltar, também resultou em derrota.

O envolvimento francês foi decisivo contudo o custo foi alto, em termos financeiros, arruinando a economia francesa e dando origem a uma enorme dívida. Uma vitória naval fora da Baía de Chesapeake deu origem a um cerco, composto por forças combinadas de franceses e exércitos Continentais, que forçaram um exército britânico a render-se em Yorktown, Virginia, em 1781. A luta continuou durante 1782, enquanto tinham início as negociações de paz.

Em 1783, o Tratado de Paris pôs um fim à guerra e reconheceu a soberania do Estados Unidos da América no território compreendido entre o Canadá, a norte, Flórida, a sul, e o rio Mississippi a oeste.Em negociações de paz mais alargadas, internacionalmente, foram trocados mais territórios.

Tratado de Paris (1783)

O Tratado de Paris foi o acordo internacional pelo qual o extinto Reino da Grã-Bretanha reconheceu formal e oficialmente o fim da Guerra da Independência dos Estados Unidos e a independência dos Estados Unidos da América, pós-Revolução Americana.

O tratado foi assinado no dia 3 de setembro de 1783 em Paris, visto que se tratava de um terreno neutro para ambos os litigantes. As outras nações combatentes – França, Espanha e República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos – tiveram tratados de paz separados.

Custos financeiros

Os britânicos gastaram pelo menos £80 milhões de libras e terminaram com uma dívida pública de £250 milhões, que foi financiado a £9,5 milhões por ano em juros. Os franceses gastaram 1,3 bilhões de livres (cerca de £56 milhões de libras). Sua dívida pública nacional subiu para mais de £187 milhões. Os Estados Unidos gastaram US$ 37 milhões de dólares (valores da época), adicionando US$ 114 milhões na dívida dos estados. Esses gastos foram cobertos por diversos empréstimos feitos pela França e pela Holanda.




Deseja obter imagens e conteudos sobre a Independência dos EUA? Entre em Contato conosco!

Conheça também a história da independência do Brasil:   Clique aqui